Comprar um carro de leilão pode ser um excelente negócio. O preço costuma ser menor e, em muitos casos, o proprietário consegue adquirir um veículo mais novo ou mais completo sem comprometer tanto o orçamento.
O problema é que a economia feita na compra pode desaparecer na hora de contratar uma proteção ou receber uma indenização.
Algumas empresas recusam veículos com passagem por leilão. Outras aceitam, mas estabelecem um percentual de indenização muito abaixo do valor de referência do automóvel.
Se o proprietário não conferir essa informação antes do início da proteção, poderá descobrir tarde demais que receberá muito menos do que imaginava.
Nem todo carro de leilão sofreu um acidente
A expressão “carro de leilão” reúne veículos com históricos completamente diferentes.
Um automóvel pode ter sido levado a leilão por:
- recuperação de financiamento;
- renovação de frota;
- apreensão administrativa;
- roubo ou furto com posterior recuperação;
- colisão;
- alagamento;
- venda realizada por seguradora;
- decisão comercial de uma empresa ou instituição financeira.
Um veículo recuperado de financiamento, por exemplo, pode nunca ter sofrido uma colisão. Ele foi levado a leilão porque o antigo proprietário não cumpriu o contrato de financiamento.
Também existem veículos de empresas e órgãos públicos vendidos apenas para renovação de frota.
Por outro lado, alguns automóveis chegam aos leilões depois de colisões ou outros eventos. Por isso, o proprietário precisa conhecer a origem do veículo e não tratar todos os carros de leilão como se fossem iguais.
Carro de leilão pode ter proteção veicular?
Sim. Um carro com passagem por leilão pode ter proteção veicular.
A procedência do automóvel não significa, por si só, que ele precise circular desprotegido. Existem associações que recebem esses veículos e oferecem proteção para eventos como:
- colisão;
- roubo e furto;
- incêndio;
- danos a terceiros;
- assistência 24 horas;
- reboque e outros serviços emergenciais.
O ponto mais importante não é apenas descobrir se o veículo será aceito. O proprietário também precisa saber quanto poderá receber em uma eventual indenização integral.
É nessa informação que pode estar uma diferença de milhares de reais.
O verdadeiro risco está no percentual de indenização
Veículos com passagem por leilão geralmente possuem valor de comercialização diferente de automóveis equivalentes sem esse histórico.
Por esse motivo, seguradoras e associações podem adotar percentuais específicos para calcular uma eventual indenização integral.
O problema acontece quando o proprietário observa apenas o valor da mensalidade e não pergunta qual percentual será aplicado ao veículo.
Considere um automóvel com valor de referência de R$ 60 mil.
Se uma empresa limitar a indenização a 60% desse valor, o proprietário poderá receber até R$ 36 mil. Caso outra ofereça um percentual maior, a diferença poderá representar milhares de reais.
Uma economia pequena na mensalidade não compensa uma redução de R$ 10 mil, R$ 15 mil ou até mais no momento em que o associado sofre um grande prejuízo.
Não pergunte apenas quanto custa
Ao procurar proteção para um carro de leilão, muita gente começa pela pergunta: “Quanto fica por mês?”
Essa informação é importante, mas não deve ser a única considerada.
Antes do início da proteção, pergunte também:
- Qual percentual do valor do veículo será considerado?
- Quanto esse percentual representa em reais?
- Qual referência será utilizada no cálculo?
- A condição para veículo de leilão estará registrada?
- Quais eventos estão incluídos?
- Existe assistência 24 horas?
- Há proteção para danos a terceiros?
- A associação está cadastrada na SUSEP?
Essas respostas permitem comparar propostas de verdade.
A opção com a menor mensalidade nem sempre é a mais vantajosa. Uma proposta ligeiramente mais cara pode oferecer uma indenização muito superior.
A diferença pode custar outro carro
Imagine dois proprietários com veículos de leilão semelhantes e valor de referência de R$ 50 mil.
O primeiro escolheu a menor mensalidade e não conferiu o percentual de indenização. Depois de um roubo, descobriu que o limite aplicável ao seu veículo era de apenas R$ 30 mil.
O segundo comparou as condições e escolheu uma proteção com percentual maior. No mesmo tipo de situação, recebeu um valor muito mais próximo da referência utilizada para o automóvel.
A diferença entre as duas indenizações pode ser suficiente para comprar outro carro — ou impedir que o proprietário consiga repor o veículo perdido.
Por isso, o percentual de indenização deve ser conhecido antes, e não depois do prejuízo.
A passagem por leilão deve ser informada?
Sim. A transparência protege o próprio proprietário.
Informar que o veículo possui passagem por leilão permite que a empresa apresente corretamente o percentual aplicável e registre as condições desde o início.
O motorista não precisa tratar essa informação como se fosse um impedimento. Carro de leilão pode ser protegido e existem empresas interessadas nesse público.
O importante é evitar uma contratação baseada em informações incompletas.
Se o vendedor disser apenas que “está tudo coberto”, peça que ele informe claramente:
- o percentual de indenização;
- o valor estimado em reais;
- os eventos incluídos;
- as principais condições da proteção.
Promessas feitas durante uma conversa não substituem as regras apresentadas na contratação.
O que verificar antes de comprar um carro de leilão
O preço reduzido pode transformar um carro de leilão em uma compra vantajosa, mas é importante conhecer o que está sendo adquirido.
Antes de fechar o negócio:
- descubra a origem do leilão;
- consulte os dados do veículo;
- verifique a existência de débitos ou restrições;
- avalie a condição mecânica;
- solicite um laudo cautelar;
- pesquise o valor de revenda;
- compare previamente as opções de proteção;
- guarde o edital e os documentos relacionados à compra.
A Secretaria Nacional de Trânsito disponibiliza serviços de consulta de informações veiculares no Portal da Senatran.
Também é recomendável consultar o Detran do estado em que o automóvel está registrado.
Carro de leilão pode ser uma boa compra
A passagem por leilão não transforma automaticamente um automóvel em um mau negócio.
Há veículos de leilão em boas condições, completamente regularizados e vendidos por preços atrativos. Para muitas pessoas, essa é a oportunidade de comprar um carro que não caberia no orçamento pelo valor normal de mercado.
O proprietário só precisa evitar que a vantagem obtida na compra seja perdida por falta de informação sobre a proteção.
Comprar bem significa avaliar o veículo, conhecer sua procedência e escolher uma proteção que ofereça um percentual de indenização justo.
Onde encontrar uma proteção mais vantajosa para carro de leilão?
A RV Clube de Benefícios recebe veículos com passagem por leilão e entende que esse histórico não deve deixar o proprietário sem proteção.
Na RV, o carro de leilão é bem-vindo e pode receber uma indenização maior do que a oferecida por outras proteções veiculares.
Isso significa que o proprietário não precisa aceitar a primeira proposta nem se conformar com uma indenização muito baixa.
A comparação pode ser feita de maneira simples: informe os dados do veículo e pergunte quanto receberia, em reais, em uma eventual indenização integral.
A RV é uma associação de proteção veicular cadastrada na SUSEP. O cadastro pode ser conferido no sistema oficial de consulta da SUSEP.
Descubra quanto seu carro pode receber
Se o seu veículo tem passagem por leilão, não escolha uma proteção olhando apenas para a mensalidade.
Compare o percentual de indenização e descubra quanto cada empresa realmente pagaria em caso de perda integral.
Uma única comparação pode evitar um prejuízo de milhares de reais.
Seu carro de leilão pode valer muito mais do que estão oferecendo.
Conteúdo elaborado por Jonadab Carmo de Sousa, CEO da RV Clube de Benefícios e advogado OAB/RJ 124.066.
